sexta-feira, 19 de março de 2010

Paixão gélida

Dois corpos gélidos

numa noite fria

Uma cama de desejos

Ao som de uma sinfonia.



A chuva levou o medo

A noite trouxe a tristeza

Você friamente toca meu rosto.



Assombros do passado

Povoam nossos pensamentos.

Lembranças da dor e do horror

que é nossas vidas.



Sua voz soa longe junto ao meu ouvido

Palavras polidas de luxuria

O jogo mais velho do mundo.





Jogando e perdendo
Mortos por uma vida sem esperança

Sepultados num mar sangrento

No mais profundo abismo da metrópole.



A frieza das nossas palavras

São levadas pelo vento

Causando tremor a todos que a ouça.



Sendo ele

Sendo eu

Amaldiçoados pelos Deuses

Inertes ao balanço do negro soneto

No cemitério d vivos somos apenas dois mortos.


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