quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Willian Shakespeare

Nestas horas mortas que a noite cria , entre um e outro verso do pavoroso poema,
que sobe a palida luz de uma vela eu lia, me chegavam antigas lembranças de um dilema.
Quando amargo e dissabor o silêcio produz! Entre as sombras vacilantes da
noite, chegam em formas indefinidas, que sobre minha cabeça pairam, aves e outras criaturas aladas que de infernal recônditos alçam vôo até minha mente, a
pertubar a minh'alma.

Essas formas indefinidas das sombras criadas pelo medo, ocupado o vazio do meu ser,
preenchendo o que antes era de sentimentos sublimes e, agora, somente o sentimento de dor.
O que era alegria, agora e tão somente o dissabor.

Que pena pagar um condenado pelos sentimentos! Oh, aginia incessante.
Que martírios mais terei que suporta? Como um medo tão latente do desconhecido,
pode tanto me apavorar? Será do vazio de minha alma que sinto medo? Ou do
esquecimento do meu ser, por outro já amado?
Não é o fim da vida que trme minha alma, mas do fim do sentir-se bem eterno.
Não mais existir não e tão doloroso quanto o existir sem ser notado, ou amar sem
ser amado, ou perder o que jamais será recuperado.

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